#historiasmissbike - Michelle: uma história de amor entre ela, ele e suas bicicletas!

O nosso objetivo aqui é auxiliar: muito com técnicas e dicas e, mais ainda, com inspirações e motivações. Hoje vamos expôr a história da Michelle, uma querida leitora que nos prestigiou contando como a bicicleta, e sua superação através dela, mudou sua saúde, sua vida e seu amor!!!! Michelle hoje tem uma página nas redes sociais denominada @lovecyclingtogether, onde posta fotos lindas e motivadoras do esporte que mais ama!!!!

Eu adorei tudo e por isso jamais mudaria uma só palavra...

Se você também tiver uma linda história, sua ou do seu grupo de pedal, envia pra gente também!

Boa leitura!!!!

"Eu, ele e nossas bicicletas


A vontade de mudar um pouquinho a rotina entediante e a necessidade de buscar hábitos mais saudáveis, além de alguns convites para pedalar com as amigas, despertaram em mim o desejo de adquirir uma bicicleta.













Tudo começou em novembro de 2014. Comprei duas bicicletas de passeio Aro 26 pela internet. Eram bicicletas bem simples porém confortáveis, ainda muito desinformada sobre o universo MTB priorizei preços e uma suposta qualidade. Elas chegaram e meu marido quase que imediatamente as montou. Estávamos, naquela ocasião, muito acima do peso e com alguns pequenos problemas de saúde que vinham nos prejudicando gradativamente. Eu com uma hipertensão arterial persistente, adquirida em minha gestação e comprometida ainda mais pelo ganho de peso e, ele com problemas sérios no joelho, também agravado pelo excesso de peso, sedentarismo e abuso na prática esporádica de esportes como o vôlei e o futebol nos finais de semana.


Não nos apaixonamos por nossas bicicletas a princípio. Demorou um certo tempo para que elas nos encantassem. Sempre tivemos dificuldades para colocar nossas bikes na rua e depois guardá-las, já que moramos em uma casa de dois andares e elas ficam guardadas no segundo pavimento. Então, no início, arrumávamos muitas desculpas para evitar os pedais. Ora era o clima, ora o cansaço do trabalho, ora a preguiça, ora o suposto perigo do asfalto, já que, por serem bicicletas de passeio, íamos preferencialmente para a BRs que cruzam nossa cidade. Nossos amigos que também tinham bicicletas mais simples também evitavam pedalar e tinham as mesmas desculpas que nós. Ficamos com estas bicicletas quase três meses, pedalando no máximo duas a três vezes na semana e sempre fazendo percursos bem curtos e com pouca motivação.


As poucas vezes que tentamos acompanhar grupos de MTB, ficamos muito pra traz, e nos sentimos fracos e incapazes. Tínhamos uma amiga chamada Thalita que sempre nos chamava, e foi ela quem sempre nos motivou para que investíssemos na modalidade MTB. Ela foi a primeira a investir em uma bicicleta mais cara e nos falava o quanto seu rendimento nos pedais havia melhorado após a troca do equipamento. Diante da insistência dela, resolvemos fazer, naquela época, nosso primeiro pedal longo num sábado. Uma grande expectativa e ansiedade tomou conta de nós dois. Como faríamos para pedalar tão longe? Será que aguentaríamos pedalar 40km? Será que daríamos conta? Estávamos ainda muito despreparados, com um grande sobrepeso e sem os equipamentos necessários para um pedal seguro nesta distância. Ficamos muito preocupados, já que nossas bicicletas não eram próprias para estrada de chão, não tínhamos roupas e nem equipamentos de proteção.


Diante da vontade de acompanhar a Thalita e o grupo de amigos neste pedal longo tomei a decisão, em março de 2015, de trocar nossas bicicletas. Marcelo, meu marido, quase infartou quando viu os preços. A princípio ele não concordou e acreditava que estaríamos investindo muito dinheiro em um equipamento que usaríamos muito pouco. Já era quinta-feira, antevéspera da aventura programada, quando procurei uma loja especializada em nossa cidade. Eles ficaram com nossas duas bicicletas usadas como parte do pagamento pela minha primeira mountain bike. Tivemos que desembolsar muita grana ainda e Marcelo, a princípio, ficou sem nenhuma bike, mas quando percebeu que só ele ficaria sem ir no pedal, tratou de comprar uma bike às pressas na sexta-feira à noite, parcelada no cartão, e quase não deu tempo de fazer as regulagens necessárias para um pedal seguro. Nosso pedal de 40km foi divertido mas muito cansativo, parecia que nunca teria fim. Conseguimos chegar as 12:00hs exaustos e dormimos o resto do dia. Ao acordar, sentíamos dores por todo o corpo, doía até o cabelo.













Ficamos alguns dias sem pedalar, nos refazendo do trauma, e fomos chamados pra participar de um grupo de bike que estaria sendo criado por amigos ciclistas, que assim como nós, estavam iniciando no universo do MTB. Entramos neste grupo e fizemos alguns bons pedais com eles. Adquirimos experiência, conhecemos lugares encantadores e ganhamos novos amigos. Saímos por conta de nosso ritmo mais lento (em virtude do sobrepeso e dos hábitos noturnos) e dos horários incompatíveis para pedalar. Foi uma experiência muito gratificante. Mantivemos nossa amizade com todos deste grupo, que cresceu e se consolidou, e pedalamos juntos com eles esporadicamente até hoje. Pedalamos o ano de 2015 quase todo a noite por conta do trabalho. Um de nossos amigos, e companheiro desde o início das aventuras ciclísticas (chamado Francisco) também comprou uma nova bike e nos acompanhava. A princípio eram passeios em ritmo mais lento. Gradativamente fomos perdendo peso e aumentando o ritmo, a intensidade e a distância nos pedais. Pedalávamos quase todos os dias. Aprendemos a não dar mais desculpas e independente do clima, do relevo do percurso e de nosso cansaço, fazíamos nossos pedais noturnos rotineiramente.


Fizemos nosso primeiro pedal na praia em julho de 2015, estávamos em Cabo Frio e tínhamos vontade de fazer o Circuito do Pontal do Atalaia em Arraial do Cabo que já havíamos visto ciclistas fazendo em anos anteriores. Foi maravilhoso, a paisagem é de tirar o fôlego, só não tirou o nosso porque já havíamos perdido o fôlego momentos antes tentando acompanhar um ciclista nativo que fazia o mesmo trajeto com uma bike bem mais leve. Por esta razão, em outubro de 2015, quis trocar minha bike por uma melhor. Foi meu presente de aniversário. Marcelo quase teve o segundo infarto. Pagar numa Bike o mesmo preço de uma Motocicleta era demais pra cabeça dele. Ele queria trocar só a minha bike de novo e, com muita conversa, consegui convencê-lo que seria bom que ele trocasse a dele também, já que sua bike era bem inferior. Nossas primeiras MTBs nos proporcionaram, além de saúde, uma profunda admiração pela diversidade e beleza das paisagens que encontramos pedalando aventureiramente, mas com as novas aquisições, e a consequente melhoria das performances, descobrimos o amor pelo ciclismo esportivo, descobrimos o prazer em buscar melhores resultados, trocamos a satisfação do sofá e da televisão pela adrenalina dos desafios e das competições. Paramos de inventar desculpas e encontramos muitos motivos para mudar de vida, mudar para melhor claro, motivos para perder o resto de peso que nos incomodava, motivos para diminuir o consumo de álcool e motivos para ter uma vida mais longeva e muito mais saudável.














Desde então, topamos ir em qualquer lugar, já fizemos pedais incríveis em locais que nem sabia que existia em minha cidade e na redondeza. Aumentamos gradativamente a quilometragem dos pedais e já conseguimos fazer um pedal de 3 dígitos (104km). Já pedalamos em eventos e pedalamos nas montanhas, já

pedalamos em asfalto, estradas de chão, já fizemos single track e já voltamos de caminhão pra casa. Já tomamos sol escaldante e chuvas com raios e trovão. O ciclismo nos uniu ainda mais enquanto casal, e hoje ele é o meu maior parceiro de pedal. Embarca em meus sonhos e me acompanha sempre. Me chama de louca quando quero ir em algum local que nunca fomos antes, mas volta muito feliz quando consegue concluir o suposto pedal impossível. Hoje pedalamos em busca de desafios pessoais, pedalamos ora nós dois,

ora com os grupos de nosso município. Optamos por não ter um grupo único, gostamos da liberdade de poder ir no pedal que vamos nos divertir mais. Recebemos convites para pedalar de vários grupos e adoramos poder ir com todos. Gostamos da liberdade de poder fazer muitas amizades e pedalar com grupos mais experientes ou grupos de novatos. Acreditamos que aos 40 anos não temos que provar mais nada pra ninguém, acreditamos que estamos nos superando a cada dia e nossa maior disputa é descobrir os limites de nosso corpo.






















Hoje, sempre que terminamos um pedal estamos pensando nos próximos. Descobrimos neste esporte uma possibilidade de promoção de qualidade de vida sem rotina e sem tédio. Enquanto pedalamos sentimos a sensação de liberdade e de mente e corpo preenchidos por bem estar e satisfação. Nossas bicicletas nos levam em lugares incríveis, viajamos por cenários lindos e limpos, onde o corpo, a alma e a bicicleta parecem se transformar numa única unidade, por isso, sempre que faço um novo percurso, ou retorno a um percurso no qual não vou há alguns dias, acredito ainda mais que este amor pelo ciclismo não terá fim."


Michelle Ferreira Gomes

Psicóloga por profissão e ciclista amadora por opção


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