Aventuras de uma ciclista Portuguesa!

Quando recebi o e-mail da Carina, fiquei lendo sem parar mil vezes de tão emocionada!

Primeiro porque amo receber as experiências de vocês aqui, me engrandece e incentiva muitas leitoras, vocês não imaginam o quanto! Mas além disso, por ter morado um tempo em Lisboa, e me apaixonado tão de repente e espontaneamente pelo país todo, as palavras da portuguesa soavam como uma viagem no fundo da alma, parece que escuto a voz da minha leitora a cada palavra que leio!

Pedi imediatamente pra divulgar o e-mail pra que todas vocês pudessem participar dessa aventura, e além de permitir isso, Carina ainda sugeriu algumas traduções dos diferentes tipos de português e enviou lindas imagens! Carina, sua história é linda e motivadora! Parabéns!!!


"Antes de descrever a minha aventura nas bikes, gostava de agradecer e felicitar pela iniciativa magnífica de criar um blog dedicado a essas criaturas magníficas que são as mulheres ciclistas. Lamentavelmente, em Portugal não existe nenhum.

Vou partilhar a minha experiência e espero que ajude outras mulheres.

Na verdade, quando comprei a minha bike, encontrei poucas mulheres a falar do assunto e admito que nesse momento mais informação teria sido muito útil. Assim, espero que o meu contributo ajude alguém. Depois de umas breves incursões nas corridas, surgiram as dores nos joelhos e as semanas de paragem. Aos 29 anos, a bicicleta surgiu assim, como alternativa a esse desporto de impacto. A primeira dificuldade foi escolher a bicicleta: de BTT ou estrada? Não pensei muito….ESTRADA! Mais limpinha, mais elegante, mais bonita e…menos comum por estes lados!

Primeira volta: Uns vergonhosos 12 kms e um furo. Atinar com as mudanças foi desmoralizante e só não desisti logo ali por vergonha. (Tive tanta vontadinha de atirar a bicicleta de um penhasco…)


Segunda volta: 15 kms e mais um furo! Tive a sorte de me cruzar com alguém que, alem de trocar a câmara-de-ar e me acompanhar até casa, ficou na minha vida como um professor e amigo muito paciente. Aprendi logo ali a dica nº1: levar sempre uma câmara-de-ar para estas ocasiões!

As voltas seguintes foram feitas a medo e antes do nascer do sol para evitar os carros. Com medo e muito sacrifício. Fui insistindo só para não ter a vergonha de assumir a desistência. Dores no rabo foram mais que muitas e dores nas costas nem se fala. Na verdade, até as mãos me doíam. É necessário insistir e comprar roupinha boa para as dores no rabo irem embora para nunca mais voltarem. As dores nas mãos são resolvidas com luvas. Todas as outras dores são resolvidas com a ajuda de um profissional. Ora se levanta o banco, ora se baixa o banco, ora se inclina o banco para aqui e para ali. Banco resolvido!! Depois substitui o avanço do guiador e até o próprio guiador e lá se foram as dores nas costas. Isto tudo com a ajuda do professor paciente. Problemas mecânicos à parte, devo reforçar que a roupinha é importante. Escolher bem os calções é a diferença entre desfrutar uma volta ou arrumar as duas rodas. (E a depilação bem feita também conta…) E assim se foi aumentando o conforto, a resistência e, como é claro, a distância percorrida.















Em seguida, há que tornar aquela ‘’miúda’’ de duas rodas, que passou a dormir dentro da nossa casa por uma coisa mais nossa, mais à nossa maneira. Trocar fitas e alguns componentes apenas em nome do sentido estético da coisa também fez diferença. Apaixonei-me por aquele objecto e já não só pelo desporto em si, mas por tudo o que o rodeia. Superados alguns medos e decorridos alguns meses, chegou a hora dos aterrorizantes sapatos de encaixe. Toda a gente conta histórias com muitos arranhões sobre esta aventura. Escolhi os sapatos, troquei os pedais e lá fui eu tentar perceber como aquilo funcionava. Escolher o pezinho para encaixar primeiro e dar o impulso é crucial! Primeiro treinei em casa, agarrada à parede: encaixa e desencaixa!! Depois no rolo. E depois… fiquei 15 dias sem sair com medo de me partir toda. Com a ajuda do amigo paciente la sai para superar o medo e…. NÃO CAI!!! Cambada de pássaros agoirentos que diziam que toda a gente cai! Afinal é fácil e o andamento é mais rápido e menos cansativo. Só benefícios!

Acordar de manhã, ver o dia nascer, fazer amigos novos, ganhar boa disposição, vencer aquela subida longa e superar os nossos limites não tem preço. Há toda uma envolvência que tornou isto numa aventura sem explicação. Já para não falar que as pernas ficam mais bonitas, os joelhos mais fininhos e a celulite vai embora… Coisas de mulher! Bem…a verdade é que o mais importante não é ter uma bicicleta topo de gama, é ter um amigo e profissional com paciência e profissionalismo topo de gama.


Sem uma companhia assim tinha sido mais difícil (ou então tinha deixado de ser de forma prematura). Agora faço voltas mais longas e mais divertidas. A Bike ficou na minha vida como um vício bom que só me dá alegria e amigos novos. Espero que todas desfrutem das vossas bikes tanto como eu da minha e deste meu novo modo de estar na vida. (Carina Godinho)"


Agora vamos à parte das "traduções" :

BTT é MTB (Mountain Bike) ;

Estrada é Road bike (Speed).

Topo de gama - em Portugal usamos essa expressão para definir um produto que é o melhor a nível de qualidade. Acho que é o equivalente ao vosso ''topo de linha''.

Mil vezes obrigada Carina pela sua história tão encantada e motivadora! Expressa muito bem a idéia do blog: ajudar, não deixar desistir, sumir com o medo e manter a feminilidade sim e SEMPRE!

Se tiverem perguntas podem enviar por aqui ou pelas redes sociais ok?!

Beijinhos

MissBike

#mulheresnopedal #meninasnopedal #ridelikeagirl #dicadepedal #pedalprameninas

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